segunda-feira, 11 de abril de 2016

Armadilhas do Reconhecimento

Poucas coisas na vida são tão gostosas de ouvir quanto a palavra Parabéns! A gente se sente tão querido, não é mesmo? É muito bom saber que estamos alinhados com as expectativas das pessoas a nosso respeito.
A sensação agradável da concordância das pessoas em relação aos nossos atos nos enche de autoconfiança e faz com que tenhamos a certeza de que estamos caminhando na direção certa, aquela que nos trará os resultados mais positivos. Um tipo apaixonado de motivação aparece!
No entanto, condicionar todas as suas atitudes à paixão pela aceitação alheia pode ser uma terrível armadilha. A paixão às vezes confunde o propósito.
Muitas vezes, o reconhecimento do outro está alinhado com o que ele gostaria de ver acontecer no mundo dele e não necessariamente com o que você deveria estar fazendo para satisfazer as suas próprias necessidades e propósitos como o ser humano que você é, entende?
Boa parte da nossa vida realizamos algumas coisas para não decepcionar as pessoas que nos rodeiam. É mais difícil para algumas pessoas fazer coisas para satisfazer a elas mesmas de maneira congruente com suas próprias crenças e valores pessoais.
O reconhecimento vicia a nossa mente e o corpo, eles se enchem de orgulho e autoadmiração por agradar o outro e isso pode comprometer bastante a nossa capacidade de aprendizado e renovação. Além disso, nossa resistência às frustrações também diminui bastante com o vício de receber elogios. E além disso, depois da euforia de ser aceito, pode vir a angústia de não ter feito o que gostaria e sim o que agradaria o outro.
É claro que ser elogiado é importante para o direcionamento de nossas ações, mas, é fundamental manter-se focado no bem-estar coletivo para que haja a certeza de que o nosso contentamento frente ao reconhecimento não é decorrente apenas do nosso eu interior mimado e carente de atenção e sim, devido à consciência da contribuição do feito a todos aqueles que estão envolvidos na situação.
Percebe a diferença entre o reconhecimento do vício/paixão e o reconhecimento da relevância/contribuição?
Agora, desafio você a identificar qual o tipo de reconhecimento que está mais presente na sua vida hoje:
Você costuma ser elogiado pelas decisões que toma e as pessoas parabenizam você por isso? Você se sente orgulhoso ou envaidecido com o reconhecimento ou fica satisfeito por ter contribuído? Das coisas que você faz na vida hoje, quantas estão totalmente alinhadas com o que você acredita que pode te fazer feliz de verdade? Antes de tomar uma atitude na sua vida, você pensa bastante antes se o que você vai fazer vai agradar seus interlocutores ou pensa mais se vai te fazer feliz o que será feito?
Há alguns aspectos a serem considerados quando o assunto é o vício em reconhecimento.
É importante entender que a livre expressão humana é um direito de todos e isso implica errar eventualmente, inovar e até mesmo desagradar. E tudo bem! Quando o reconhecimento alheio começa a ser uma alavanca motivadora para as suas atitudes, atenção, ele geralmente começa também a ser um fator de insatisfação pessoal, vira uma obrigação ser bom e perfeito.
Para que você possa ficar cada vez mais atento ao impacto da presença do reconhecimento na sua vida, busque o autoconhecimento. Saber quem você é e o que realmente te move é a saída!
Se precisar de ajuda, agende uma sessão gratuita de coaching.

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