quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A inteligência emocional pode salvar a sua carreira

Em toda a história da humanidade, muitas pessoas tecnicamente brilhantes perderam a razão durante situações de pressão e muitas pessoas nem tão brilhantes assim, surpreenderam por terem apresentado uma incrível serenidade e discernimento. Isso prova que a inteligência vai muito além da capacidade de absorver e utilizar conhecimentos clássicos. Hoje os estudos já comprovam que não há muita vantagem em conhecer tudo e todos e não conhecer a si mesmo.
Segundo o psicólogo Howard Gardner, o cientista das inteligências múltiplas, o ser humano tem pelo menos 7 tipos de inteligências clássicas tais como linguística, lógica, motora, espacial, musical, interpessoal e intrapessoal. Atualmente, sabe-se que além dessas, há também aquela que representa a habilidade que uma pessoa tem de perceber, entender, avaliar, administrar suas próprias emoções e as emoções dos outros de modo que esse conjunto de aspectos sejam considerados como critérios para fazermos quase tudo em nossas vidas. Ou seja, para usarmos todos os nossos outros recursos de inteligência com eficiência, precisamos estar conscientes de nossas motivações emocionais. Essa Inteligência Emocional, esclarecida por Daniel Goleman em seus livros sobre esse tema, integra a razão e a emoção, as competências emocionais pessoais e sociais de cada um de nós que nos permitem fazermos conexões com nossas próprias necessidades e objetivos, flexibilizando-os alternadamente diante das necessidades e objetivos dos outros. 
No ambiente de trabalho a Inteligência Emocional é ainda mais necessária porque é ela que vai reger as suas atitudes em conformidade com os seus objetivos profissionais. A maneira como encaramos as situações em nossas vidas determina nossas reações e nossos resultados. 
O tão almejado sucesso profissional é decorrente das nossas expectativas e capacidades combinadas com a confiança que nossos chefes e colegas depositam na gente. A confiança, por sua vez, é construída pela frequência de demonstrações positivas de nossa habilidade de equilibrar a razão e os fatores emocionais nossos e dos outros, principalmente quando tratamos de importantes momentos de tomada de decisão e solução de problemas.
O equilíbrio dessa expressão no ambiente organizacional transmite a todos uma sensação de elevação do nível de maturidade profissional do indivíduo, deixando clara a sua capacidade ou não de neutralizar o caos, a adversidade e a frustração de modo que isso não comprometa os seus resultados e nem os da organização. Quanto maior essa capacidade, maior a flexibilidade para atuação dentro da empresa.
Fortes instabilidades emocionais no ambiente de trabalho sempre chamam negativamente a atenção de todos, comprometem o clima organizacional e inibem a espontaneidade e exposição  dos talentos. A empresa perde muito por ter pessoas assim. As pessoas, perdem muitas oportunidades por serem assim.

Por tratar-se de um tema tão relevante, convido você agora a responder mentalmente às seguintes perguntas:

1) Você conhece pessoas com baixa Inteligência Emocional? O que elas fazem e como você se sente em relação a isso? 
2) Como anda a sua Inteligência Emocional ultimamente?
3) Você sabe lidar com as suas emoções? Quando as coisas acontecem de maneira diferente do que você gostaria que fossem, como você reage?
4) Você já conseguiu identificar suas forças e fraquezas? O quê mais te faz perder o controle emocional no trabalho?
5) Quais as vantagens e desvantagens das suas atitudes de hoje para a sua carreira no futuro?
6) O que você poderia fazer durante os próximos 15 dias para exercitar a sua Inteligência Emocional?

Tire um tempinho para responder e refletir sobre essas perguntas e elabore seus planos de transformação. Entenda que nunca é tarde demais para se tornar alguém melhor e se você nunca começar, nunca chegará lá! 
As nossas emoções podem ser grandes aliadas se decidirmos direcioná-las a favor de nossos objetivos.

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